Repensar Marx e os marxismos

Guia para novas leituras

Marcello Musto

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Repensar Marx e os marxismos
  • autor: Marcello Musto
  • tradução de: Diego Silveira e outros
  • orelha: Michael Löwy
  • capa: Daniel Justi
título original:
Ripensare Marx e i marxismi
edição:
1
selo:
Boitempo
páginas:
320
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
500 Gramas
ano de publicação:
2022
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557171929

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Desde o fim dos anos 1980 e após a dissolução da União Soviética, Karl Marx vem sendo considerado por uma parcela da intelectualidade um pensador ultrapassado, condenado ao esquecimento. A crise econômica internacional de 2008, no entanto, trouxe de volta à discussão seu extenso trabalho e sua análise do capitalismo.
 
Em Repensar Marx e os marxismos, o italiano Marcello Musto reconstrói, com rigor textual e historiográfico, etapas da biografia intelectual de Marx ainda pouco conhecidas ou mal compreendidas, como sua formação cultural durante a juventude, os estudos de economia política, os primeiros esboços do que viria a ser os escritos de O capital, assim como a divulgação e a recepção de alguns de seus principais trabalhos como os Manuscritos econômico-filosóficos, o Manifesto comunista e os Grundrisse.
 
O trabalho crítico e inovador realizado por Musto nos apresenta um pensador muito diferente daquele retratado durante todo o século XX por muitos de seus críticos e seguidores: “A obra de Marx abrange as mais diversas disciplinas do conhecimento humano e sua síntese representa um objetivo de difícil alcance mesmo para os estudiosos mais rigorosos. Como se não bastasse, a obrigação de respeitar a dimensão convencional de uma monografia tornou impossível analisar todos os textos de Marx e, menos ainda, todas as principais interpretações a seu respeito”, conta o autor no prefácio à edição brasileira.

 

Trecho 
“A própria concepção política de Marx mudou profundamente. Sem adotar nenhuma das estreitas doutrinas socialistas e comunistas existentes – na realidade, distanciando-se delas –, ele amadureceu a plena consciência de que quem tecia a rede de ligações da sociedade eram as relações econômicas e que ‘religião, família, Estado, direito, moral, ciência, arte etc. são apenas formas particulares da produção e caem sob a sua lei geral’. O Estado perdeu, assim, a posição prioritária que detinha na filosofia política hegeliana e, absorto na sociedade, foi concebido como esfera determinada e não determinante das relações entre os homens. Segundo Marx, ‘somente a superstição política ainda pode ser capaz de imaginar que nos dias de hoje a vida burguesa deve ser mantida em coesão pelo Estado, quando na realidade o que ocorre é o contrário, ou seja, é o Estado quem se acha mantido em coesão pela vida burguesa’”.