Imperialismo e questão europeia

Domenico Losurdo

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Imperialismo e questão europeia
  • autor: Domenico Losurdo
  • tradução de: Sandor José Ney Rezende
  • organização e introdução: Emiliano Alessandroni
  • posfácio: Stefano G. Azzarà
  • capa: Maikon Nery
  • orelha: Rita Coitinho
título original:
Imperialismo e Questione europea
edição:
1
selo:
Boitempo
páginas:
264
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
300 Gramas
ano de publicação:
2023
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557172148

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Quais características deve possuir hoje um movimento de emancipação para ser considerado como tal? Contra qual antagonista devemos concentrar as nossas energias? O que devemos entender por imperialismo? Imperialismo e questão europeia é uma obra póstuma de Domenico Losurdo, organizada por Emiliano Alessandroni, com base em um conjunto de artigos escritos entre 1978 e 2017, tematizando a União Europeia em diferentes fases.

 

Na apresentação, Alessandroni põe em relevo a constante preocupação do autor com a questão europeia. Losurdo defendia um posicionamento contrário à saída da Itália da União Europeia, o que gerava críticas tanto pelo Partido Comunista como por parte de outros setores da intelectualidade e da militância de esquerda. Segundo Losurdo, os argumentos de que se deveria abandonar a União Europeia por seu viés capitalista e imperialista não encontram sentido, pois “seguindo essa lógica, também deveríamos sair da Itália”.

 

Losurdo contribui para lançar luz sobre alguns nós não desatados do nosso presente: o legado da tradição colonial e do nazifascismo, a democracia moderna e a identidade política da União Europeia. Os artigos selecionados – atendendo aos últimos desejos de Losurdo de apresentar seu pensamento sobre as complexas relações entre União Europeia e imperialismo - fornecem os instrumentos analíticos com os quais é possível refinar a nossa perspectiva de conflitualidade, libertar-se de uma representação mecanicista das contradições sociais e adquirir, tanto do ponto de vista espacial quanto temporal, um olhar muito mais amplo e profundo – ou seja, uma visão dialética – sobre os grandes conflitos que inflamaram e continuarão a inflamar os nossos tempos.


 
Trecho 
“No que diz respeito às relações entre a superpotência americana e a União Europeia, faz-se muitas vezes referência à tendência de alteração do equilíbrio de poder no plano econômico entre esses dois 'polos imperialistas'. Mas uma comparação entre duas grandezas tão heterogêneas não faz sentido: a União Europeia não é um Estado! Que lado tomaria a Inglaterra na hipótese fantástica de um conflito entre os dois lados do Atlântico? E de que lado ficaria a Itália de Berlusconi? E o instável eixo franco-alemão de hoje sobreviveria ao eventual retorno ao poder na Alemanha dos democratas-cristãos e na França de um partido socialista com fortes laços com Israel? Mais uma vez o economicismo revela-se enganador.”