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Camarada

Um ensaio sobre pertencimento político

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Camarada
  • autor: Jodi Dean
  • tradução: Artur Renzo
  • primeira orelha: Christian Ingo Lenz Dunker
  • segunda orelha: Manuela d’Ávila, Slavoj Žižek, Bruno Bosteels e Mark Fisher
  • quarta capa: Antonio Negri
  • capa: Porto Rocha & No Ideas
edição:
selo:
páginas:
208
formato:
21cm x 14cm x 2cm
peso:
320 gr
ano de publicação:
2021
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557170854

No século XX, milhões de pessoas em todo o globo se dirigiam umas às outras como “camarada”. Hoje, em círculos de esquerda é mais comum ouvir falar em “aliados”. Neste livro, Jodi Dean insiste no fato de que essa mudança exemplifica o problema fundamental da esquerda contemporânea: a sobreposição da identidade política a uma relação de pertencimento político que precisa ser construída, sustentada e defendida.

Neste ensaio com recortes e análises bastante originais, Dean nos oferece uma teoria da camaradagem. Camaradas são pessoas que se encontram de um mesmo lado de uma luta política. Unindo-se voluntariamente por justiça, sua relação é caracterizada por disciplina, coragem e entusiasmo.

Analisando o igualitarismo da figura do camarada à luz das diferenças de raça e gênero, Dean recorre a um leque de exemplos históricos e literários, como os de Harry Haywood, C. L. R. James, Aleksandra Kollontai e Doris Lessing. Eis um livro curto que articula história, psicanálise e filosofia num texto prazeroso de ler como ensaio de interesse geral.

 

Indicações

“Vivemos tempos de mais sombra que luz e frequentemente nos perguntamos o que será capaz de costurar as pautas e as agendas de quem resiste e luta contra o obscurantismo e a extrema direita. O que é capaz de nos dar sentido de luta comum em um momento histórico em que, cada vez mais, mesmo nas estruturas partidárias, nos organizarmos atomizados a partir de nossas identidades? Jodi Dean nos propõe a camaradagem como resposta. Este livro nos lembra de que somos diversos e podemos estar do mesmo lado.” — Manuela d’Ávila

 

“É disto que todas as pessoas engajadas nas atuais lutas por emancipação precisam: uma combinação singular de rigor teórico e avaliação sensata do impasse em que nos encontramos. Para quem ainda nutre ilusões sobre a democracia liberal, devemos simplesmente dizer: leia Jodi Dean.” — Slavoj Žižek

 

"Jodi Dean mobiliza a figura do camarada como forma de tratamento e índice de pertencimento. Seu texto é espirituoso do começo ao fim; mordaz como é necessário ser contra aqueles que preferem atrapalhar ou confundir as perspectivas de uma política igualitária; urgente como um programa de luta comum nestes tempos de autoritarismo, sexismo e racismo renovados.” — Bruno Bosteels

 

“A análise afiada que Jodi Dean faz dos impasses da esquerda é uma espécie de réquiem para boa parte da fanfarronice 2.0 da última década.” — Mark Fisher

 

“Camarada: ao mesmo tempo um nome de guerra e uma forma de tratamento amorosa. Palavra que constrói a organização política e a luta; que faz reviverem os heróis que se foram.” — Antonio Negri

 

Trecho

“O camarada é o grau zero do comunismo porque designa a relação entre aqueles que se encontram do mesmo lado da luta para produzir relações sociais livres, justas e iguais, relações desprovidas de exploração. Sua relação é política, é divisora. E é íntima, entrelaçada com a sensação de quão desesperadamente cada um depende do outro para que todos perseverem”.