A questão comunista

história e futuro de uma ideia

Domenico Losurdo

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A questão comunista
  • autor: Domenico Losurdo
  • tradução: Rita Matos Coitinho
  • orelha: Marcos Aurélio da Silva
  • capa: Maikon Nery
  • organização e introdução: Giorgio Grimaldi
título original:
La questione comunista
edição:
1
selo:
Boitempo
páginas:
216
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
220 gr
ano de publicação:
2022
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557171349

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Obra póstuma do filósofo Domenico Losurdo, que trabalhava nela na época de seu falecimento, A questão comunista foi organizada a partir de originais encontrados pela família do autor. Com escritos que abarcam os anos de 2014 a 2018, o livro pode ser considerado um complemento à obra O marxismo ocidental, já que confronta as várias tendências políticas que estabeleceram algum nível de diálogo com o movimento comunista mas que, de uma forma ou de outra, buscaram diferenciar-se dele, dada a atribuição de uma carga indesejável à palavra “comunista”.
 
Em diálogo com autores contemporâneos, Losurdo estabelece uma linha de continuidade entre o pensamento de Marx e Engels e os desdobramentos desse movimento, tanto na Revolução Russa de 1917 quanto nas lutas anticoloniais do século XX.
 
A obra trata de retomar a tradição do movimento comunista, com a proposta de resolver seu conflito com o liberalismo. Losurdo propõe, em uma operação claramente hegeliana, a apropriação-superação da proposta liberal, na qual as liberdades individuais opõem-se ao poder político. Ele reivindica a hereditariedade comunista das liberdades obtidas no interior dos Estados liberais, indicando que neles a garantia das liberdades humanas se apresentam como radicalmente atreladas à construção do poder político pelo movimento comunista.
 


Trecho

 

“Quando Lênin decide mudar a denominação do partido operário e revolucionário russo de Social-Democrata para Comunista, ele não o faz pensando primeiro na fase final da sociedade pós-capitalista teorizada por Marx. Em vez disso, trata-se acima de tudo de marcar distância do social-chauvinismo, dos ‘socialistas’ que legitimaram a carnificina da Primeira Guerra Mundial, agitando não raro os slogans do intervencionismo democrático: se os socialistas dos países da Entente pretendiam exportar democracia para a Alemanha, os socialistas alemães estavam decididos a exportá-la para a Rússia czarista aliada da Entente. Infelizmente, o papel essencial e às vezes de vanguarda desempenhado pelos ‘socialistas’ (e pelos trabalhistas) na promoção de guerras coloniais ou neocoloniais ainda não foi esgotado: pense-se em Tony Blair, um dos arquitetos da Segunda Guerra do Golfo (baseada na falsa acusação de que o Iraque de Saddam Hussein teria armas de destruição em massa e estaria pronto para usá-las), ou François Hollande, um dos intérpretes mais enérgicos e inescrupulosos da contraofensiva neocolonial no Oriente Médio e na África. Novamente uma constatação: para promover a luta contra essas manipulações e infâmias, não há palavra melhor do que ‘comunismo’!”.